Esse artigo analisa os determinantes domésticos e internacionais que explicam a priorização da Cooperação Sul-Sul ao Desenvolvimento no âmbito da política externa durante o governo Lula e o seu impacto na difusão internacional de políticas sociais brasileiras. O argumento central é que esse movimento é resultado de uma combinação entre diplomacia presidencial, crescente mobilização e disputa de atores domésticos acerca da agenda internacional, mudanças na economia política global e a priorização da Cooperação Sul-Sul para o Desenvolvimento por parte dos doadores tradicionais. O artigo explora o caso da cooperação do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome com a África, com foco nas experiências do Bolsa Família e do Programa de Aquisição de Alimentos. Os resultados da pesquisa, baseada em revisão de literatura e entrevistas com atores domésticos e internacionais, mostra que apesar da continuidade do papel dos doadores tradicionais como difusores de boas práticas e da parceria entre estes e o Ministério de Desenvolvimento Social, é possível perceber um protagonismo maior de atores domésticos no caso da difusão do Programa de Aquisição de Alimentos.

Autoras: Iara Leite, Melissa Pomeroy, Bianca Suyama

© 2015 UNU-WIDER. Journal of International Development published by John Wiley & Sons, Ltd.

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